Passeios em Vinícolas da Toscana para Brasileiros

Passeios em Vinícolas da Toscana para Brasileiros

Visita à vinicola “Buonamico”, em Montecarlo (Lucca). Ao meu lado, Luca Menni da agencia Natural Voyages.

Os passeios em Vinícolas da Toscana são caminhos em áreas da mais encantadora região Italiana, com uma tradição de vinhos que inicia na época dos Etruscos. Hoje é um dos lugares de produção de vinhos mais importantes do mundo. São:

  • Chianti Colli Fiorentini
  • Colline Lucchesi e Montecarlo
  • Chianti Rufina e Pomino
  • Monteregio di Massa Marittima
  • Siena e Montalcino
  • Costa degli Etruschi
  • Colli di Candia e di Lunigiana
  • Colline Pisane
  • Strada Medicea dei vini di Carmignano
  • Vernaccia di San Gimignano
  • Colli di Maremma
  • Nobile di Montepulciano
  • Montespertoli
  • Terre di Arezzo
  • Vino di Montecucco

Para quem viaja na Itália por alguns dias ou semanas, existe uma infinidade de escolhas a serem feitas neste paraíso do vinho, história e natureza.

Por isso, organizamos um pacote especial para os turistas Brasileiros, em colaboração com Natural Voyages:

Passeios de meio dia, 1 ou 2 dias

Nadir é pedagoga e wine coach na Toscana.

Escolhemos as melhores vinícolas na Toscana, com possibilidade de:

  • Almoço ou degustação em cada vinícola;
  • Transporte para ir em cada vinícola com rapidez e comodidade.
  • Acomodação para dormir nas vinícolas ou em locais perto das mesmas.
  • Antes da viagem à Itália, tem a opção de aulas de Italiano (via Skype, 8 ou 12 aulas), para saber a historia da região, dos vinhos e ter uma conversação basica.
Relaxar na Fattoria del Teso, área do vinho em Montecarlo, Lucca

Assim, em Rufina (Florença) vocês descobrirão a lenda do diabo em “Villa di Poggio Reale”, ou da carruagem louca do “ouro vermelho”.

Em Montecarlo (Lucca), beberão vinho em um vilarejo medieval, cujo vinhos foram bebidos pela família Medici na Renascença e no Vaticano: até o Papa Gregório XII, em 1408, mandou com decreto, que o vinho de Montecarlo nunca faltasse na mesa do Papa.
Em Montalcino (Siena), conhecer a lenda do mosteiro Abbazia di Sant’Antimo.

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Como Validar o Diploma Brasileiro na Itália

Como Validar o Diploma Brasileiro na Itália

Na metade do 2017, validei no Consolado Italiano 2 graduações e pós-graduações:  da minha esposa e meus.

Não é fácil: vou compartilhar o caminho e as dificuldades de fazer validar diplomas conseguidos em diferentes Estados (Acre e Mato Grosso do Sul) e de onde moro (Paraná).

Passo 1) O Consolado Italiano

Consolato Italiano
O Consolado Italiano em São Paulo abre às 8hs:30. Mas a fila na calcada, para entrar, inicia às 7hs:30.

Procure informações no site do Consolado competente. No meu caso, eu preciso do Consolado de São Paulo, pois as Universidades de Acre e Mato Grosso do Sul são daquela jurisdição.

O Brasil possui 7 Consulados Italianos e os requisitos, para pedir a equivalência de estudo ou reconhecimento da profissão, podem ser diferentes em cada Consolado.
Por exemplo: o Consolado de Curitiba exige que cada documento original seja com firma reconhecida do Reitor ou de quem assinou o documento. 
São Paulo não pede isso: apenas que os documentos sejam apostilados – um serviço de internacionalização que Cartórios ou Tabelionatos do Brasil podem oferecer.

Atenção: no site di Consolado de São Paulo escrevem que o Cartório deve ser na cidade onde foram emitidos os diplomas (ct. L’APOSTILLE VERRA’ APPOSTA SUI DOCUMENTI DAL “TABELIONATO DE NOTAS” DEL LUOGO DOVE GLI STESSI SONO STATI RILASCIATI). Mas ligando pessoalmente no Consolado, me informam que o apostilamento pode ser feito em qualquer Cartório do Brasil.
Esta diferença de informações me cria a primeira incerteza sobre o processo. 

Passo 2) Requerer todos os documentos às Universidades

Conforme escrito aqui, para a validação Consolar não é suficiente o Diploma, precisa também:

  • Histórico escolar;
  • Conteúdo programático;
  • Declaração de quantas páginas tem no conteúdo programático;
  • Para a Pós Graduação: declaração dos requisitos de acesso ao curso;
  • Se você é brasileiro: também o histórico escolar do ensino médio;
  • Traduções de um tradutor juramentado.

Para ter estas declarações a Universidade do Mato Grosso do Sul me faz quase enlouquecer: toda vez que ligo, o telefone não é do departamento certo, me passam um outro telefone, me passam um outro email…
O tempo das respostas nos emails é de vários dias, as respostas não são completas e exigem novas perguntas.
Às vezes, os emails tem o nome de alguém que escreve, as vezes simplesmente “Ouvidoria X”,  perguntando coisas que eu já tinha explicado. 
segunda incerteza surge: tem algum responsável que está seguindo meu pedido ou toda vez devo explicar de novo?

Consigo o documento após 3-4 semanas de insistência.
“Aventuras” parecidas também com as Universidades do Acre: o conteúdo programático do curso da minha esposa não existe mais nos arquivos. Precisa uma declaração, ementas e um documento substituto.

Passo 3) O tradutor juramentado

Para a tradução dos 11 documentos, tenho de novo respostas demoradas dos tradutores contactados. Com orçamentos variados, de R$ 920, outros de R$ 450, ou respostas que não dão orçamento mas querem uma entrada para iniciar o trabalho. Os prazos são entre 15-20 dias. Encontro tradutores que pedem “Favor atentar para o reconhecimento de firmas de, pelo menos, uma dos emissores dos certificados”. Preciso explicar que o Consolado de São Paulo não quer isso, entre outros detalhes.
Os dias passam, minha passagem de avião para Itália está marcado…

Finalmente, consigo um tradutor eficaz e deciso, Roberto, italiano, que em um prazo de 1 semana faz tudo.

Passo 4) Apostilamento

O apostilamento é a validação, do lado Brasileiro, de documentos para uso no exterior.

Pode custar caro ou barato. Em um Cartorio de Belo Horizonte, por exemplo, um documento apostilado custa R$25. No estado de Santa Catarina custa cerca de R$40. No Paraná R$ 97,73 por documento. Em São Paulo ainda mais.
Então, em um dia chuvoso, vou de carro de Curitiba a Joinville (Santa Caterina) com 22 documentos, 11 originais e 11 traduções, para ser apostilados pensando em não gastar a fortuna que Curitiba pede. Mas, ao entrar no Tabelionato de Joinville, tenho uma surpresa: os documentos devem ter firma reconhecida para ser apostilados! Puxa!

Nervoso, de baixo de chuva, entro no meu carro e ligo para o Consolado de São Paulo, reclamo que o Tabelionato quer a firma reconhecida nos documentos: por que eles não escreveram isso no site do Consolado??!
A funcionária explica que no Consolado chegam documentos sem firma reconhecida, de Brasília ou Rio: importante é que esteja “apostilado” o original, não as cópias.

Molhado, volto ao Tabelionato e insisto, mas nada: em toda Santa Catarina, não apostilam quando os documentos não tem firma reconhecida. Incerteza total: devo enviar tudo no Acre e Mato Grosso do Sul para o reconhecimento??

Volto para o Paraná. Minha esposa descubre que alguns Cartórios de Curitiba não se importam da firma reconhecida. Parece um outro País!
No Cartório Volpi, no centro, podem fazer o processo em 2 dias. Deixo todos meus diplomas, declarações e traduções lá! Estou de novo animado, apesar que aqui irei pagar R$ 2150, para os 22 documentos.

Depois 2 dias, volto ao Tabelionato. Tudo bem, para meus documentos. Mas… para os 3 diplomas plastificados da minha esposa não: fizeram uma cópia autenticada dos diplomas e apostilaram aquelas, não os originais.

Lembrando do telefonema no carro em Joinville, digo que assim não é aceito no Consolado. A funcionária do Tabelionato diz que não podem apostilar documentos plastificados. Solicito, digo que em outro Cartório ouvi falar que é possível (não estou inventando). A moça liga no outro Cartório, fala com o Tabelião… ao final, refazem o apostilamento nos 3 diplomas plastificados. Volto pra casa feliz mas peço a minha esposa: nunca mais plastificar os diplomas!

Passo 5) Entrega dos documentos em São Paulo

A senhora Marina,  funcionária do Consolado, e meu tradutor não aconselham de enviar até São Paulo, os documentos pelo Correio: já aconteceu que serem perdidos.

Assim resolvo pegar o ônibus Curitiba-São Paulo, viagem de 6 horas, e entregar tudo pessoalmente na Avenida Paulista, onde é o Consolado Italiano. Penso também – com as incertezas burocráticas que sofri neste processo, se algo não está ainda certo, talvez consigo corrigir na hora.

Mas em São Paulo é um dia de sol. Tudo da certo!

Passo 6) Validação

Para retirar os documentos vou de novo de ônibus. 16 dias depois a entrega.
Quase quero abraçar a Sra.Marina quando me entrega os documentos carimbados.  Depois de 2 meses e meio do primeiro passo.

A missão é comprida. Vamos para Itália.

10 erros mais frequentes em cozinhar o macarrão no Brasil

10 erros mais frequentes em cozinhar o macarrão no Brasil

Parece fácil preparar uma boa macarronada. Mas quando você convida um amante da cozinha italiana, cuidado em servir a macarronada: será útil estar por dentro dos principais segredos do preparo.

Ou evitar estes:

10 erros (ou …diferentes costumes) mais frequentes:

pasta-brasile1. Escolher uma marca de massa qualquer.

A marca é importante. Se existem diferentes preços entre as marcas uma razão tem. Pelo custo-beneficio, acredito que a melhor marca seja a Molisana. E uma pesquisa nos grupos de Italianos no Facebook, também indicou a De Cecco, Garofalo e Agnesi.


2. Escolher um formato de massa qualquer.

Existem 2 tipos de categorias de formados: massa longa (massas com mais de 10 centímetros de comprimento) como spaghetti, bavete ou tagliatelle, e massa curta (massas menores que 10 centímetros de comprimento), como o imponente rigatoni, ou farfalle, penne, orecchiette, tortellini, etc.
Todos os detalhes sobre os formatos aqui.

É importante saber estas diferenças, pois um tipo de molho combina com alguns tipos de formatos, não com todos. A massa comprida, como spaghetti, combina com molhos um pouco líquidos. Entre todos o simples “casamento”: spaghetti com alho, azeite (que seja só extra virgem) e “peperoncino”.
Massa espiral é boa com o clássico molho de tomates, por exemplo. Saiba mais sobre o molho certo para cada massas, aqui.

3. Pouca água na panela ou panela muito pequena.

A regra é que, em um litro de água devem ser preparados não mais de 100 gramas de massa.

4. Quebrar as massas longas.

Se for espaguete não quebre em 2 a massa, antes de colocar na água fervente. Para um italiano não é correto, mesmo que ele não saiba o porquê. Uma explicação lógica: o espaguete, se for quebrado, a maioria das vezes se quebra em mais partes, como em 3 ou 4. Como mostra este vídeo em camera lenta, no minuto 2,54’’

5. Sal após o cozimento.

O sal se joga na água quando esta iniciar a ferver. Absolutamente não depois que o macarrão é pronto, junto ao molho.

carbonara6. Confiar no tempo de cozimento escrito na embalagem.

Se a embalagem indica 10 minutos de cozimento, esta é so uma “ampla sugestão”. Teste a massa antes do tempo indicado e saiba que o ponto ideal italiano é um pouquinho dura. Até porque, no ponto 09 desta lista, será necessário macarrão al dente, ou seja, macarrão cozido o suficiente ao ponto de não estar nem crocante nem mole.

7. Não servir imediatamente.

Queridos amigos brasileiros, as vezes, me convidam e me servem o macarrão após meia hora que está servido na bandeja ou na panela. Não faça isso com um Italiano. O macarrão se serve na hora!

8. Ignorar quando usar a tampa na panela.

Use a tampa pra cobrir a panela, assim facilitará água ferver chegando ao ponto certo. Então, uma vez que jogar a massa, não cobrir mais a panela.

9. Não refogar com o molho.

Tem exceções para os molhos mais delicados, mas em geral, após escorrer a água da massa, misture-a com o molho por um minuto na panela, ainda no fogo. O sabor do molho será muito mais misturado e intenso com a macarronada. Caso o molho seja um pouco seco, use a água da fervura para tornar seu molho mais cremoso.

10. Servir sem parmesão.

A menos que não seja uma macarronada com molho de peixe, colocar o parmesão sobre o macarrão antes de comer é muito típico. Melhor um parmesão que precise ser ralado na hora. Aqueles em saquinhos, já ralados, para mim, parecem pó de madeira…

Bom apetite a todos, e caso tenham uma opinião sobre qual marca de macacão é a melhor, partecipe aqui ou comente em baixo, por favor.

Como Fazer a Massa de Pizza Italiana em Casa

Como Fazer a Massa de Pizza Italiana em Casa

Pizza da Nadir e Nicola
Nadir explica o passo a passo

Após que vários amigos e alunos me pediam como eu faço a massa de pizza, eu e a Nadir resolvemos explica-lo em um breve video.

Não tem muitos secretos: os ingredientes principais são…

  • 400ml de agua morna;
  • 1 kg de farinha Venturelli ou Anaconda Premium;
  • 2 colheres de açúcar;
  • 1 colher de sal;
  • Azeite extra virgem (Filippo Berio) , 6 colheres;
  • … e os outros ingredientes, no video.

No final, muito importante: um forno à lenha ou elétrico e rotatorio, parecido como aquele do video.